30 de mar de 2012

Vamos orar...

     Sempre gostei muito dessa oração e hoje ao recebê-la de uma amiga, decidi integrá-la nesse blog, para presentear você, leitor assíduo. 

     Entendo que uma oração deve ser universalista, sem restrição a religiões,  no entanto, apesar do autor Emmanuel  estar inserido na Doutrina Espírita, reconheço que esse texto tão maravilhoso merece ser absorvido por todos que estejam buscando seu crescimento espiritual.

     Leia com carinho e observe que nessa prece, conversamos com o Alto, colocando-nos à disposição do bem, em favor de nós próprios. Entendo que é um verdadeiro Tratado de Reforma Interior.



"ORAÇÃO NOSSA"

Senhor, ensina-nos:
a orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados;
a desculpar sem condições;
a marchar para a frente sem contar os obstáculos;
a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento;
a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;
a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxas de reconhecimento.
Senhor, fortalece-nos em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades.
Ajudar-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós.
Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje, agora e sempre.
          
 Ditato pelo Espírito Emmanuel - Xavier, Francisco Cândido - Do livro: ‘Passos da Vida’. 




Se gostou desse artigo, também poderá gostar de:




Transformando nossas vidas


Ieda Perez



23 de mar de 2012

Você sabe o que é Personalidade Congênita?


     Quem apresentou esse termo foi André Luiz (médico espiritual), no livro “Obreiros da Vida Eterna”, psicografia de Chico Xavier, em 1947.  O autor relata a posição de Dr. Barcellos, psiquiatra desencarnado, o qual afirmava que na teoria de Freud e seus seguidores ficou faltando essa definição.

     Quando olhamos uma criança pequena e enxergamos toda a sua pureza, estamos vendo apenas o aspecto físico, criado nessa concepção justamente para que seus pais a recebam com todo carinho que ela necessita. No entanto, devemos reconhecer que ali encontra-se alguém que vem de longas existências, carregando em si um acúmulo de experiências, que vão se manifestar à medida que a criança vai crescendo.

      No Livro dos Espíritos (coletânia de perguntas feitas ao Espíritos responsáveis pela missão de trazer informações importantes para a Humanidade), organizado por Allan Kardec, encontramos algumas explicações bem claras a respeito do tema, veja:

Questão não 216 = O homem conserva, em suas novas existências, traços do caráter moral de existências anteriores?
R.: Sim, isso pode ocorrer; mas ao se melhorar, ele muda. Sua posição social pode também não ser mais a mesma. Se de senhor torna-se escravo, seus gostos serão completamente diferentes e teríeis dificuldade em reconhecê-lo. Sendo o Espírito sempre o mesmo nas diversas encarnações, suas manifestações podem ter uma ou outra semelhança, modificadas, entretanto, pelos hábitos de sua nova posição, até que um aperfeiçoamento notável venha mudar completamente seu caráter; por isso, de orgulhoso  e mau, pode tornar-se humilde e bondoso, desde que se tenha arrependido.

Veja agora essa outra questão ainda sobre personalidade e caráter.

Questão 385 = De onde vem a mudança que se opera no caráter em uma determinada idade e particularmente ao sair da adolescência? É o Espírito que se modifica?

R.: É o Espírito que retoma sua natureza e se mostra como era. Vós não conheceis o segredo que escondem as crianças em sua inocência, não sabeis o que são, o que foram, o que serão e, entretanto, as amais, lhes quereis bem, como se fossem uma parte de vós mesmos, a tal ponto que o amor de uma mãe por seus filhos é considerado o maior amor que um ser possa ter por outro. De onde vem essa doce afeição, essa terna benevolência que até mesmo estranhos sentem por uma criança? Vós sabeis? Não; é isso que vou explicar. 

     As crianças são os seres que Deus envia em novas existências e, para não lhes impor uma severidade muito grande, lhes dá todo o toque de inocência. Mesmo para uma criança de natureza má suas faltas são cobertas com a não-consciência de sus atos. Essa inocência não é uma superioridade real sobre o que eram antes; não, é a imagem do que deveriam ser e se não o são é somente sobre elas que recai a pena. Mas, não é apenas por elas que Deus lhes dá esse aspecto, é também e principalmente por seus pais, cujo amor é necessário para sua fraqueza. Essa amor seria notoriamente enfraquecido frente a um caráter impertinente e rude, ao passo que, ao acreditar que seus filhos são bons e dóceis, lhes dão toda a afeição e os rodeiam com os mais atenciosos cuidados. Mas quando os filhos não têm mais necessidade dessa proteção, dessa assistência que lhes foi dada durante quinze ou vinte anos, seu caráter real e individual reaparece em toda sua nudez: conservam-se bons, se eram fundamentalmente bons; mas sempre sobressaem as características que estavam ocultas na primeira infância
     Vedes que os caminhos de Deus são sempre os melhores e, quando se tem o coração puro, a explicação é fácil de ser concebida. De fato imaginai que o Espírito das crianças pode vir de um mundo em que adquiriu hábitos totalmente diferentes. como gostaríeis que vivesse entre vós esse novo ser que vem com paixões completamente diferentes das vossas, com inclinações, gostos inteiramente opostos aos vossos? Como deveria se incorporar e alinhar-se entre vós de outra forma senão por aquela que Deus quis, ou seja, pelo crivo da infância? Aí se confundem todos os pensamentos, os caracteres e as variedades de seres gerados por essa multidão de mundos nos quais crescem as criaturas. E vós mesmos, ao desencarnar, vos encontrareis numa espécie de infância entre novos irmãos; e nesse nova existência não-terrestre ignorareis os hábitos, os costumes, as relações desse mundo novo para vós; manejareis com dificuldade uma língua que não estais habituados a falar, língua mais viva do que é hoje o vosso pensamento.

     A infância tem ainda outra utilidade: os Espíritos entram na vida corporal para se aperfeiçoar e melhorar; a fraqueza da idade infantil os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. É então que podem reformar seu caráter e reprimir suas más tendências; este é o dever que Deus confiou a seus pais, missão sagrada pela qual terão de responder. Por isso a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas é ainda a consequência natural das Leis que Deus estabeleceu e que regem o universo.

     Apresentei esses textos por considerá-los bastante instrutivos em nosso aprendizado; para reflexão sobre as dificuldades, imperfeições ou inferioridades, que trazemos ao nascer, para melhorarmos nessa vida. Lembrar-nos que os seres com quem convivemos cotidianamente, trazem também suas mazelas, pois somos seres espirituais, que estamos encarnados todos com o mesmo propósito: a limpeza dessas impurezas e consequente evolução espiritual.


Transformando nossas vidas

Ieda Perez



Você também pode gostar de:



     

18 de mar de 2012

Você costuma sentir raiva?

     Uma das lições que considero muito difícil para nosso crescimento interior é aquela que devemos nos calar diante de uma acusação ou ofensa. Você consegue agir assim? É claro que nossa reação quase instantânea é ficar com raiva, indignação e algumas vezes sensação de estar sendo injustiçados. Sendo assim, mais do que óbvio nossa imediata necessidade de nos defender. Mas essa reação é apenas mais uma "cilada do ego", totalmente no domínio de nossa mente e nossas emoções, gerando esse infortúnio chamado indignação. Diante disso, acreditamos fortemente que temos o dever de proteger nossa "honra". Tudo uma armadilha, em que o ego insiste em nos convencer de nossos direitos como criatura.

     É lógico que temos direitos, porém, se pensarmos um pouco melhor, veremos que uma agressão moral ou física, uma ofensa, até uma calúnia são atos que não nos pertencem e só por isso não significam que aqueles que estão emitindo essa agressividade vão nos respeitar ou precisam estar de acordo conosco! E nós acreditamos que todos devem sempre entender nosso ponto de vista, nossa maneira de ser, enfim, nossos atos. Quando percebemos que isso não ocorre, nos iramos fortemente. Sentimos uma necessidade de provar nossa razão a todo custo. Não queremos ser interpretados de forma indevida e não aceitamos opiniões contrárias à nossa. Sem contar aquela famosa opinião de alguns que afirmam jamais levar desaforos para casa, já ouvimos bastante esse frase; você que está lendo agora pode ser uma dessas pessoas.

     Ou então pode estar pensando que isso não acontece com você, que não liga para a opinião de ninguém e não tem esse comportamento.  Ótimo, bom para você! No entanto, existe algo em comum a todos nós, que é a indignação com a atitude alheia que por si só já nos perturba e prejudica.  Observo muito no consultório, pessoas com tal afirmativa e percebo que é mais uma ilusão do que um firme propósito de realmente se proteger; pertence a nós mesmos a decisão se vamos permitir que tal comportamento interfira em nossa vida ou não. 

     Recebi esse texto, talvez conhecido por ser divulgado na web, mas achei conveniente colocar aqui porque retrata muito bem a urgência em fazermos mudança em nossas reações e atitudes.

A sabedoria do samurai
Conta-se que, perto de Tóquio, capital do Japão, vivia um grande samurai. Já muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens.
 
 Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
 Certa tarde apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos. Era famoso por usar a técnica da provocação. Utilizando-se de suas habilidades para provocar, esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de inteligência e agilidade, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Assim que soube da reputação do velho samurai, propôs-se a não sair dali sem antes derrotá-lo e aumentar sua fama.            
 Todos os discípulos do samurai se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da pequena cidade e diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu sereno e impassível.                              
No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?   
 O sábio ancião olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar num deles lhe perguntou: Se alguém chega até você com um presente e lhe oferece mas você não o aceita, com quem fica o presente? Com quem tentou entregá-lo, respondeu o discípulo. Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provocação e também para a inveja, a raiva, e os insultos, disse o mestre.   Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. Por essa razão, a sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, se você não o permitir.

     Não devemos permitir que alguém  roube nossa paz ou perturbe nossa tranquilidade. Somos os únicos responsáveis pelo que pensamos, sentimos ou fazemos. Portanto, quando nos iramos, nos magoamos ou simplesmente nos aborrecemos com alguém, entramos nessa energia  e ficamos muito mal, é realmente uma armadilha, enquanto a outra pessoa continua seu dia tranquilamente como se nada tivesse ocorrido. Você já parou para perceber que temos uma crença inconsciente, que se nos defendermos revidando,  estaremos nos protegendo de uma acusação?  Ao passo que essa atitude é exatamente o oposto, pois ao aceitar a provocação é o mesmo que concordar com a afirmação da outra pessoa. E o pior é não percebermos que com isso automaticamente nos irritamos e ainda acusamos o outro como o único responsável por essa irritação!

     Então? Será isso que merecemos? Pense nisso! Como vem se tratando? Está se permitindo receber essa energia de "violência"? Ou já consegue agir como o sábio da parábola?

     Se conseguirmos agir como ele, estaremos fortalecendo nosso poder interior, ao tomarmos a decisão de não aceitar provocações e sim deixar que fiquem com quem nos oferece, é uma decisão que cabe exclusivamente a cada um de nós.

     Lembremos das palavras de Jesus: "Só os lobos caem em armadilhas para lobos". 


Transformando nossas vidas

Ieda Perez


Você também poderá gostar de:


10 de mar de 2012

Caridade: Amor ou Poder?


     Estamos vivendo um tempo em que a gama de informações à nossa disposição é extensa. Temos acesso a tudo e se quisermos, podemos nos atualizar em qualquer assunto, porém ainda encontramos pessoas que vivem baseadas em conceito antigos. 


     No que se refere à caridade, já observamos um grande número de pessoas inteiradas do propósito de doação, por enxergarem a necessidade com o coração e não mais com a razão. Apesar disso, vejo com tristeza que existem em nossa sociedade atual aqueles que não entenderam ainda a verdadeira função da caridade, seja ela material ou moral.


     É claro que doar bens materiais, incluindo valor amoedado, é
necessário, às vezes o primordial; porém, em todos os casos de carências materiais, existem paralelamente as necessidades outras que nem sempre são valorizadas. Entendo que cabe a nós, quando diante de dificuldades alheias no âmbito material, observarmos que ocultamente há uma voz calada, querendo dizer: olhe para mim! No texto abaixo deparamos com uma explanação valiosa sobre nossa atitude e comportamento; o que ela pode nos auxiliar em nosso crescimento pessoal, além de levar ao próximo aquilo que é evidentemente primordial.


BENEFICÊNCIA E CARIDADE


A beneficência alivia a provação.
A caridade extingue o mal.
A beneficência auxilia.
A caridade soluciona.

*
Distribuirás a mancheias algo do ouro que se te derrama da bolsa, entretanto, se nesse algo não puseres a luz de teu amor, em forma de respeito e carinho, ante as chagas do semelhante, não terás construído nele a compreensão que o fará reconciliar-se consigo próprio.

*
Oferecerás de tua inteligência preciosos recursos aos que desesperam na ignorância, mas, se furtas à lição a benção da simpatia, não estenderás ao companheiro que o sofrimento enceguece a claridade precisa.

*
Não é dádiva de tua abastança ou o valor de tua cultura que importam no serviço de elevação e aprimoramento da paisagem que te rodeia.

É o modo com que passas a exprimi-los, cedendo de ti mesmo naquilo que o Senhor te emprestou para distribuir, porquanto a atitude é o fator de fixação desse ou daquele sentimento no vasto caminho humano.

*
Vale mais o exemplo vivo de compaixão que a frase adornada de exaltação à virtude pronunciada tão-somente com a boca e aparece com mais beleza o gesto de fraternidade que a esmola reconfortante suscetível de ser espalhada por ti simplesmente com o esforço mecânico do braço.

*
Isso, porque todos precisamos de renovação interior para o acesso aos tesouros do espírito e, fazendo o bem, com o impulso de nossas próprias almas, valorizaremos a palavra com que venhamos a emiti-lo, edificando a vida em nós e junto de nós, com o próximo e conosco, realizando sempre o melhor.



Do Livro: Dinheiro  -  capítulo 7  -   pelo Espírito Emmanuel


Você também poderá gostar de:



Transformando nossas vidas


Ieda Perez




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...