16 de fev de 2015

Você é uma pessoa Rígida?

O excesso de rigidez é um mal que traz consequências terríveis. Esse texto pode ser útil a quem se coloca na condição de uma pessoa rígida e também a quem convive com alguém nesse padrão.

Você convive com uma pessoa assim? Se sua resposta for positiva, deve sentir o quanto esse relacionamento é desgastante, não é? São indivíduos dogmáticos, incapazes de aceitar e considerar um ponto de vista diferente do seu. Muitas vezes pessoas teimosas que vão ao excesso do desrespeito, por não darem o devido espaço para as diferenças pessoais que existem nos amigos e familiares.

Agora, se você está na posição dessa pessoa, deve saber que o excesso de rigidez e severidade faz com que se crie um padrão mental que influenciará os outros para os trate da mesma forma como você os trata. E isso pode se agravar ainda mais, no futuro, por provocar em você um sentimento de autopunição, pois estará usando para consigo o mesmo tratamento de austeridade e dureza que utiliza com o outro.

Para corrigir esse comportamento é importante compreender duas coisas primordiais:

1ª que existem limites que se expressam de maneira específica e ninguém pode exigir igualdade de pensamento e ação de outro ser humano.


2ª Respeitando nossa singularidade, aprenderemos a respeitar a singularidade dos outros e sempre cairemos no excesso, quando não aceitarmos nosso ritmo de crescimento, bem como o do próximo.

Precisamos entender também que todos trazemos tendências inconscientes consideradas por nós mesmos como reprováveis e que tentam vir à nossa consciência.

Diante disso correm os excessos de todo gênero, que funcionam, na maioria das vezes, como disfarce psicológico para compensar essas nossas "fraquezas".

Exageramos posturas e inclinações na tentativa de simular um caráter oposto.

Observe que pessoas exageradas estão ocultando suas dificuldades, como a seguir os exemplos: 

  • todo aquele que excede no pudor, certamente está compensando seus desejos sexuais normais reprimidos.
  • o que excede na afabilidade, compensa sua agressividade mal elaborada.
  • o excesso de alimentação, é reflexo de insegurança ou necessidade de proteção.
  • e excesso de dominação representa compensação de fragilidade e desamparo interior.
  • em todo excesso ou rigidez se encontra a não aceitação da naturalidade da vida, fora e dentro de nós mesmos.
Agora pare e pense em qual ou quais situações você pode estar!


Diante dessa explanação, deixo algumas questões para nossa reflexão:

1- Será que sabemos compreender a real necessidade do "erro" na vida do ser humano?

Parece muito difícil aceitarmos isso, não é mesmo? Entendermos que os erros são necessários para nosso crescimento. Que somente através deles conseguimos avançar.

2- Você já parou para perceber que agiu de formas diferentes em situações diversas, tempos depois?
Certamente que isso significa que seu entendimento mudou e o pensamento amadureceu?

3- Você já ouviu falar que Deus age por intermédio de Leis e uma delas é a Leia de Ação e Reação?
Portanto, Ele não condena ou castiga ninguém, mas com suas leis justas permite que aprendamos e cresçamos através dos erros e sofrimento.


Agora resta-nos uma outra pergunta:
porque então usar de tanta rigidez perante os acontecimentos da vida?

Para concluir, quero apenas dizer que as convicções podem ser racionais e úteis, porém, o exagero, a obstinação se tornam prejudiciais ao nosso crescimento.

Já parou para observar um indivíduo com essas características, o quanto está estagnado? Por outro lado, aquele que aprendeu a ter flexibilidade tem maior compreensão das coisas e pessoas?

Para isso é importante saber que ser flexível não quer dizer perda de personalidade, mas ter uma mente aberta, um melhor discernimento para perceber, escutar, aprender e seguir nossos caminhos.


Estudiosos atuais da alma humana afirmam que indivíduos duros e intransigentes não se adaptam à realidade das coisas, tendo uma maior predisposição para a psicose. 

Uma fuga para um universo irreal, como forma de adaptação, para que possam sobreviver no mundo social que eles relutam em aceitar.

A não-aceitação os colocam em condições psíquicas atrozes, que invalidam o bem viver, levando a depressão de difícil cura.


Portanto, se você leitor não se encontra nessas condições, porém, convive com uma pessoa que sofre esse mal, saiba que é imperioso aceitar o erro como necessidade que ela mesma enfrenta e ao invés de criticá-la, colocando-se na mesma vibração que ela, que tal mostrar com seu comportamento, o quanto ela está perdendo tempo, atrasando sua evolução? 

Lembrando que, para seu próprio crescimento, necessita usar sua flexibilidade também nessa relação, pois somente assim, poderá ter visões ampliadas e não permanecer também estacionado, como essa pessoa de seu convívio.

Entretanto, se você é essa pessoa Rígida, tanto com os outros, quanto consigo mesma, aproveite esse texto para refletir muito sobre sua vida nesse momento. Pare e pense com todo carinho em tudo o que leu aqui; observe o que é possível mudar a partir de agora. É claro que será uma mudança lenta, porém, gradual e necessária.

Para finalizar, quero ressaltar o exemplo daquele que consideramos nosso Mestre, Jesus teve atitudes inéditas em seu tempo, substituindo toda uma forma de pensar rígida, impetuosa e fanática dos homens de caráter austero e intolerante daquela época em que viveu.

Agora quero pedir sua opinião sobre o assunto; escreva no espaço abaixo se gostou de ler ou se tem algo a acrescentar. Ficarei feliz em conhecer seu pensamento!

Texto adaptado do livro "As Dores da Alma" de Francisco do Espírito Santo Neto


Transformando e Curando Nossas Vidas

Ieda Perez
Terapeuta  Holística Integrativa

29 de jan de 2015

O Poder da Oração


Você já ouviu ou leu algo sobre o poder da oração?
Nos mais diversos segmentos religiosos encontramos esse assunto, tanto na na web quanto na literatura, observando as preferências de cada um de nós, para quem deseja se informar a respeito.

Quero trazer minha contribuição, para complementar e enriquecer o assunto.

Encontrei uma explanação que faz parte do livro “Missionários da Luz” de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, trago aqui para nosso estudo e aprendizado. Essa obra, no meu entender, apesar de antiga na origem, permanece atualíssima, devido conhecimentos, que podem nos auxiliar fundamentalmente em nossas vidas.

     O que é apresentado no capítulo 6, da referida obra:

O autor espiritual André Luiz está juntamente com seu orientador Alexandre; encontra-se visualizando os efeitos de uma oração no lar, feita por uma esposa ao seu marido, ambos deitados no leito de dormir. O mais interessante é que esse ato acontece quando ela já adormecida, consegue naquele instante, devido seu estado permanente de forças purificadoras que se alimenta e emite, mesmo desligada do corpo, dirigir prece comovedora em favor do esposo, ainda ligado às paixões terrenas, com enormes dificuldades, demonstrando grande desequilíbrio, oriundo de leviandades em sua mocidade, conforme informado pelo orientador.

Vejamos agora a descrição do ato: 
“Cecília, acariciando-lhe a cabeleira com as mãos, elevava os olhos ao Alto, revelando-se em fervorosa prece. Luzes sublimes cercavam-na toda e eu podia sintonizar com as suas expressões mais íntimas, ouvindo-lhe a rogativa pela iluminação do companheiro a quem parecia amar infinitamente. Comovido com a beleza de suas súplicas, reparei com assombro que o coração se lhe transformava num foco ardente de luz, do qual saíam inúmeras partículas resplandecentes, projetando-se sobre o corpo e sobre a alma do esposo com a celeridade de minúsculos raios. Os corpúsculos radiosos penetravam-lhe o organismo em todas as direções e, muito particularmente, na zona do sexo, onde identificara tão grandes anomalias psíquicas, concentravam-se em massa, destruindo as pequenas formas escuras e horripilantes do vampirismo devorador. Os elementos mortíferos, no entanto, não permaneciam inativos. Lutavam, desesperados, com os agentes da luz. O rapaz, como se houvera atingido um oásis, perdera a expressão de angustioso cansaço. Demonstrava-se calmo e, gradativamente, cada vez mais forte e feliz, no momento em curso. Restaurado em suas energias essenciais, enlaçou devagarinho a esposa amorosa que se conservava maternalmente ao seu lado e adormeceu jubiloso”.

     Após esse vislumbre que deixa André Luiz assombrado, o orientador expõe considerações esclarecedoras: 
“ A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração , energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contacto com as fontes superiores. Dentro dessa realização, o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder”.
     Ainda nesse capítulo:

Na continuação a essa explicação, Alexandre expõe outro conhecimento que considero de grande valor e quase não nos apercebemos sua importância. Refere-se aos raios diversos que nos alimentam, a cada minuto; bilhões de raios cósmicos, oriundos de estrelas e planetas amplamente distanciados da Terra, sem contar os raios solares, que a ciência terrestre mal começa a conhecer. Os raios gama, provenientes do rádium que se desintegra incessantemente no solo, e os de várias expressões emitidos pela água e pelos metais, alcançam os habitantes da Terra pelos pés, determinando consideráveis influenciações. Também em sentido horizontal, raios magnéticos exteriorizados pelos vegetais, pelos irracionais e pelos próprios semelhantes. Finalizando elucida sobre as emanações de natureza psíquica que envolvem a Humanidade, provenientes das colônias de seres desencarnados que rodeiam a Terra: 
“Em cada segundo, André, cada um de nós recebe trilhões de raios de vária ordem e emitimos forças que nos são peculiares e que vão atuar no plano da vida, por vezes em regiões muitíssimo afastadas de nós. Nesse círculo de permuta incessante, os raios divinos, expedidos pela oração santificadora, convertem-se em fatores adiantados de cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da consciência. Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de energias da divindade”.

     Agora no parágrafo final desse capítulo:

Outro ensinamento também importante, no que se refere à pessoa que recebe a oração. Para nosso aprendizado, fica clara a questão da autotransformação, da necessidade de buscarmos auxílio na oração, mas não esquecermos jamais de fazermos a nossa parte, visando nosso burilamento interno, através do aprendizado, esforço contínuo, coragem e disciplina.
“O socorro de Cecília é valioso para o companheiro, mas o potencial de emissão divina pertence a ela, como fruto incorruptível dos seus esforços individuais. Significa para ele o “acréscimo de misericórdia” que dever e anexar, em definitivo, ao patrimônio de sua personalidade, através do trabalho próprio. Receber o auxílio do bem não quer dizer que o beneficiado seja bom. Nosso amigo precisa devotar-se, com fervor, ao aproveitamento das bênçãos que recebe, porque, inegavelmente, toda cooperação exterior pode ser interrompida e cada filho de Deus é herdeiro de possibilidades sublimes de   funcionar como médico vigilante de si mesmo”.
     A leitura desse conhecimento me remete à afirmativa cristã: ORAI E VIGIAI. Reconheço nesse ensinamento a necessidade de muita reflexão, que estarei tratando em outro artigo.  Por ora deixo a você leitor várias questões: Quanto temos que aprender ainda; Quanto vivemos afastados desses recursos maravilhosos que temos a nosso dispor. Quantas vezes recorremos à oração nos momentos difíceis, levando conosco o desespero e a pressa em ter nossas necessidades atendidas. Quanto desperdiçamos em tempo para conscientizarmos verdadeiramente sobre as bênçãos que recebemos e quais atitudes deveríamos mudar, transformar, enfim, fazer nossa reforma interior, em benefício de nós mesmos.

     Concluindo, acredito que muitos já conseguem responder a esse questionário de forma satisfatória para seu crescimento, no entanto, também observo no dia-a-dia que há ainda um enorme contingente de criaturas que andam afastadas da oração. Ou pelo menos, da prática rotineira como uso de um remédio que não podemos deixar de ingerí-lo. 

Agora quero saber de você, o que pensa a respeito? Tem o hábito da oração diária?
Escreva, deixe seu comentário no campo abaixo.
Vou gostar muito de saber!

Grande Abraço

Transformando nossas vidas
Ieda Perez



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