2 de dez de 2011

DEPRESSÃO - parte 1

     Esse tema tem gerado polêmica e por essa razão considero importante prosseguir esse pequeno estudo. Quanto à colocação feita anteriormente no quesito "medicação", sem dúvida, os medicamentos tem efeito fundamental no controle das crises; justamente em função disso, quando alertei sobre o efeito negativo que ocasiona, pelo fato da pessoa não ter mais a necessidade de buscar a cura, ou seja, a "verdadeira cura", já que o medicamento vai mascarar a doença em si. O tratamento com antidepressivos proporciona o reequilíbrio dos neurotransmissores cerebrais. No entanto, muitos acreditam que o desequilíbrio foi gerado pelos fatores externos, mas não é bem assim. Os acontecimentos são apenas desencadeantes, pois a alma já estava doente e a pessoa não se dava conta disso.

     Essa "doença da alma", como encontramos muito bem definida em obras de Ermance Dufaux e José Mario, é que ocasiona os tais desequilíbrios dos neurotransmissores, portanto a medicação irá corrigir apenas os efeitos e não a causa. Encontramos pessoas que tomam medicação uma vida inteira, considerando sendo essa uma doença incurável, que apenas se controla os efeitos. Com certeza, sofrerão maior decepção após o desencarne, quando se depararem com a verdadeira razão de ter passado uma vida toda nessa dor.
     Vejamos algumas definições importantes da autora espiritual Ermance Dufaux, no livro Escutando os Sentimentos:
                    Estufas Psíquicas da Depressão
"Desde as crises ocasionais da depressão reativa até os quadros mais severos que avançam aos sombrios labirintos da psicose, encontramos no cerne da enfermidade o Espírito, recusando os alvitres da vida. Através das reações demonstra sua insatisfação em concordar com a Vontade Divina, acerca de Seus Desígnios, em flagrante desajuste. Rebela-se ante a morte e a perda, a mudança e o desgosto, a decepção e os desafios do caminho, criando um litígio com Deus, lançando a si mesmo nos leitos amargos da inconformação e da revolta, do ódio e da insanidade, da apatia e do sofrimento moral.
Depressão é uma intimação das Leis da Vida convocando a alma a mudanças inadiáveis. É a "doença-prisão" que cassa a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos. Vício sedimentado em milênios de orgulho e rebeldia por não aceitar as frustrações do ato de viver. Em tese, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é, estabelecendo um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente.
Neste momento de transição em que os avanços científicos a classificam dentro de limites e códigos, é necessário ampliar a lente das investigações para analisá-la como estado interior de inadequação com a vida, que limita o Espírito para plenificar-se, existir, ser em plenitude. Seu traço psíquico predominante é a diminuição ou ausência de prazer em quaisquer níveis que se manifeste. Portanto, dilatando as classificações dos respeitáveis códigos humanos, vamos conceituá-la como sendo o sofrimento moral capaz de reduzir ou retirar a alegria de viver".
    
     Com esse conteúdo riquíssimo para nossa informação, fica evidente a necessidade de avaliação de posturas e condutas, diante dos fatos rotineiros. Todos nós vivemos com uma certa inconformação, insatisfação e frustração, porém, o nível desses sentimentos é que irá determinar o grau de nossa doença. Sabemos que existem aqueles momentos na vida em que é inevitável um certo período em que nos encontramos deprimidos, devido circunstâncias ocasionais. No entanto, podemos mensurar esse grau, baseados nas ações ou sentimentos que evidenciam o estágio em que nos encontramos.

     Em próximo post estaremos estudando esses sinais para melhor compreendermos e até evitarmos desajustes futuros em nossa existência.


Transformando nossas vidas


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