28 de jan de 2013

TRAGÉDIAS COLETIVAS X INDIVIDUAIS

Diante de calamidades ocasionadas por tragédias coletivas, a sociedade inteira se mobiliza e se posiciona. Percebemos que nesse momento cada ser tem uma opinião diversa, de acordo com seus valores.

Há aqueles que rapidamente dirigem seus pensamentos à dor dos familiares, outros se voltam a investigar ou analisar e julgar os responsáveis, quer sejam empresários ou políticos. Enfim, há opiniões de toda ordem, sem contar a participação da mídia, que por si só se encarrega que gerar os diversos sentimentos e vibrações na audiência indefesa.

O que podemos observar nessas tragédias é que muito pouco aprendemos e menos ainda aceitamos isso como desígnio de Deus. Não escrevo isso como indignação nenhuma, apenas um pensamento que expressa meu modo de enxergar essa situação.

Hoje estou estudando um capítulo do Livro DIFERENÇAS NÃO SÃO DEFEITOS, da autora espiritual Ermance Dufaux, onde ela fala exatamente dos dramas ocultos da sociedade. Diante dessa leitura, penso que as tragédias coletivas mobilizam tanto a sociedade, quer nos pensamentos, quer no auxílio fraterno, porém ficamos indignados com todo o sofrimento, por ser considerado um número enorme de pessoas e famílias, no entanto, não percebemos que esse sofrimento ocorre diariamente, de forma oculta a nossos olhos. Então me pergunto, quem sofre mais, os pais de jovens que morreram na tragédia ou de jovens vítimas de acidentes, assaltos, doenças e outros motivos. Será que a dor é diferente?

Quero registrar aqui um parágrafo do capítulo, que achei interessante:

...calamidades ocultas. Aquelas que não são ditas e ninguém vê. Outro gênero de fome e doença. Calamidades que raramente ganham destaque em razão da complexidade de sua realidade.
Suicidas potencias; deprimidos arredios; pais fragilizados ante o peso dos deveres em família; filhos prestes a se consorciar com os portais das sombras morais; juízes dolorosamente atormentados pela culpa de sentenças interesseiras; políticos à beira de vender sua honra; mulheres enredadas em lamentável amargura pela ausência de afeto correspondido; homens vilipendiados pela tortura dos pensamentos ante as fantasias libidinosas; corações partidos pela dor da separação de qualquer natureza; pessoas que desistiram de lutar e progredir, escravas de obsessões de amplo leque; patrões materialistas dispostos a encetar golpes lesivos; empregados revoltados a ponto de estabelecerem demandas injustas; jovens desorientados quase se rendendo ao encontro macabro com as drogas; crianças lesadas no amor pela ausência do carinho; idosos arrependidos que não se perdoam.
São essas e muitas outras calamidades sutis que atormentam mentes e enfraquecem corações. Fomes e doenças que exigem medidas de auxílio mais consciente e devotadas.

Meu pensamento não é de revolta, apenas acredito que as calamidades coletivas são um modo de Deus nos mostrar o dor de um mundo de provas e expiações, que de outra forma não conseguimos ver.

Gostaria de saber seu pensamento, deixe abaixo desse texto seu comentário!

Transformando Nossas Vidas

Ieda Perez

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